Vitamina D poderá melhorar visão dos mais velhos

A vitamina D poderá vir a ajudar a combater doenças de visão relacionadas com a idade, já que esta substância é essencial para continuar a fazer chegar a quantidade necessária de sangue à retina.
A conclusão é de um estudo feito com ratos por investigadores britânicos, que demonstrou que os suplementos desta vitamina são um potencial meio "eficaz e simples" para diminuir problemas oculares em idades avançadas.
Embora ainda seja necessário um trabalho mais profundo e realizado em humanos, os resultados foram animadores. "Os ratos mostraram melhorias na visão após a toma do suplemento", explicou Glen Jeffrey, do UCL Institute of Opthalmology, citado pelo The Telegraph.
O suplemento vitamínico injetado nos animais era composto de óleo de açafrão, contendo 0,9 microgramas de vitamina D e foi administrado de três em três dias.
Com o tratamento, os investigadores constataram que a presença de uma molécula tóxica específica nos olhos tinha diminuído.
De acordo com Jeffrey, com o passar dos anos, os vasos sanguíneos que alimentam a retina acumulam lixos e poeiras de dimensões mínimas que acabam por provocar inflamações.
"Em humanos, esta situação pode resultar na diminuição em cerca de 30% das células dos olhos que recebem a luz até aos 70 anos, conduzindo a uma visão deficitária", disse o investigador ao jornal britânico.
Os resultados sugerem que a vitamina D poderá, portanto, ter utilidade na prevenção de múltiplos problemas de saúde relacionados com a idade, desde falhas de visão a, por exemplo, problemas cardíacos.
Contudo, Glen Jeffrey deixou o alerta. "Os investigadores ainda precisam de desenvolver ensaios clínicos completos em seres humanos antes de dizerem, com certeza, que os mais velhos devem começar a tomar estes suplementos", frisou.
in boasnoticias.pt 16-01-2012
Aplicação lusa identifica plantas pelo telemóvel

Aplicação lusa identifica plantas pelo telemóvel
Dois investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Raul Morais e António Crespi, desenvolveram uma tecnologia que permite identificar plantas através de um telemóvel.
A aplicação é grátis e de fácil utilização e surgiu para alimentar os mais curiosos sobre a biodiversidade.
A identificação é possível graças a um código, o QR-code, colocado nas plantas, que através da instalação da aplicação de reconhecimento no telemóvel, e com ligação à internet, vai conseguir ter toda a informação sobre as espécies até agora catalogadas.
O código QR é bidimensional e de leitura rápida. É composto por pequenos módulos negros dentro de um quadrado com fundo branco que contém todas as informações sobre cada planta.
Esta tecnologia vai também identificar plantas a longas e curtas distâncias, e ainda reproduzir uma rota até à localização exata da respetiva planta.
O jardim botânico da UTAD foi o ponto de partida para a identificação das espécies por meio deste novo conceito. Ao todo são 860 as espécies que vão ter este sistema de identificação. Já foram registadas 50 plantas, na área das resinosas, e as próximas serão as aromáticas e medicinais.
Este projeto também está a ser promovido na Escola Secundária Morgado de Mateus em Vila Real que já catalogou todas as plantas existentes no estabelecimento de ensino. O objetivo é mostrar aos jovens que o telemóvel tem outras utilidades além das que lhe damos habitualmente.
in boasnoticias.pt 17-01-2012
Portugal tem tratamento à próstata único no mundo

Portugal tem um tratamento à hiperplasia benigna da próstata considerado único a nível mundial. Trata-se de uma técnica pouco invasiva com quase 90 por cento de sucesso que está a suscitar o interesse de médicos de todo o mundo. O tratamento é feito com anestesia local, não implica perdas de sangue e é praticamente indolor.
A hiperplasia benigna da próstata é uma proliferação celular anormal, comum nos homens de meia idade, que dá origem a inflamação. Com o aumento do volume da próstata, ficam obstruídas as vias urinárias, o que pode resultar em complicações graves de saúde.
Este método inovador no tratamento da hiperplasia benigna desta glândula (nos casos em que é pouco invasiva) consiste no corte parcial da circulação sanguínea, através da embolização e cateterização seletiva das artérias da próstata, e já foi aplicada a mais de 180 pacientes.
O tratamento não cura todos os doentes, mas há uma melhoria “em cerca de 85 a 90 por cento dos doentes”, explica, em declarações à Lusa TV, João Pisco, chefe de equipa de radiologia do Hospital Saint Louis, em Lisboa.
E segundo o clínico, as melhorias são praticamente imediatas: “A melhoria nota-se normalmente no dia seguinte, mas pode demorar uma semana, nos doentes que estão com medicação há anos”.
Nos casos mais graves, em que os pacientes necessitam de algália, “passadas uma ou duas semanas, já dispensam algália e melhoram significativamente”, acrescenta João Pisco.
Esta técnica está a ser aplicada, com sucesso, em Portugal, desde 2010. Sendo o único país que dispõe de um centro para desenvolvimento do tratamento, tem vindo a tornar-se um ponto de paragem de médicos de todo o mundo, que procuram as melhores terapêuticas para este problema de saúde.
in boasnoticias.pt 17-01-2012
Fósseis de Darwin encontrados após 165 anos

Desde 1846 que uma coleção de fósseis recolhidos por Charles Darwin estava desaparecida. Agora, passados 165 anos, estes foram encontrados inesperadamente nos cofres do British Geological Survey, no Reino Unido.
A descoberta foi feita pelo paleontólogo Dr. Howard Falcon-Lang, do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Londres, que reparou em diversas gavetas de um armário etiquetadas de “plantas fósseis não registadas”.
Dentro de uma das gavetas estavam centenas de lâminas de vidro com os fósseis representados, sendo que uma delas tinha a assinatura "C. Darwin Esq", o que chamou a atenção de Falcon-Lang.
Tratava-se de um pedaço de madeira recolhido por Darwin durante a sua viagem à volta do mundo em 1834, altura em que começou a desenvolver a teoria da evolução.
Todas as peças foram descobertas em Abril do ano passado, mas só agora foi reconhecido o seu valor. Ao todo são 314 as espécies colecionadas por Darwin que foram encontradas.
John Ludden, diretor-executivo da British Geological Survey, referiu à BBC que esta é uma descoberta “extraordinária” e que “faz pensar o que é que poderá mais estar escondido nas nossas coleções”.
Este tesouro de fósseis antigos foi perdido por Joseph Hooker, um botânico e amigo de Darwin, que em 1846 estava responsável por receber e catalogar todas as amostras enviadas para a British Geological Survey.
Devido à sua saída em expedição para os Himalaias, Joseph Hooker não concluiu o registo a tempo e a localização dos fósseis acabou por se perder.
Todas as peças reencontradas já foram fotografadas e estão disponíveis ao público numa exposição online.
in boasnoticias.pt 17-01-2012
Música ajuda a aliviar a dor e a ansiedade

A música pode ajudar a aliviar a dor, especialmente em pessoas que sofrem de ansiedade. Os resultados são de um estudo da Univesidade de Utah, nos EUA, que demonstra que ouvir música contribui para reduzir o incómodo em situações dolorosas como, por exemplo, procedimentos médicos ou idas ao dentista.
Os investigadores desta universidade norte-americana analisaram 143 pessoas que ouviam música enquanto recebiam um choque doloroso na ponta do dedo. Os participantes foram convidados a seguir a melodia e identificar diferentes tons, num esforço realizado com o propósito de afastar da mente a sensação de dor e a ansiedade em relação à mesma.
Durante a análise, as respostas dos participantes à dor foram medidas através da atividade elétrica cerebral, da dilatação das pupilas e de alguns outros métodos, uma vez que os especialistas consideram estas medições mais objetivas do que as dadas por cada um a respeito da própria dor.
As conclusões obtidas pela equipa de especialistas evidenciaram que a dor sentida pelos participantes diminuiu à medida que estes ficavam mais e mais absorvidos pelo ritmo da música, sendo que os maiores benefícios se observaram nas pessoas que se encontravam mais ansiosas.
"Os nossos resultados demonstram que atividades como ouvir música podem ser eficazes na redução da dor em pessoas que sofram de grandes níveis de ansiedade", explicou David Bradshaw, um dos investigadores, ao WebMD.
O coordenador da investigação sugere mesmo atividades deste tipo àqueles que precisem de uma pequena ajuda, por exemplo, na próxima visita ao dentista. "Ouvir música com auscultadores ou jogar um vídeojogo com efeitos sonoros que possam ser ouvidos com auscultadores são métodos eficazes, já que a música disfarça o som dos instrumentos dentários", explicou.
De referir que o estudo, cujas conclusões foram dadas a conhecer em Dezembro último, não teve em conta diferentes tipos de música nem tentou compreender se músicas calmas funcionam melhor do que as restantes. Segundo Bradshaw, "o estilo musical não é importante, desde que consiga prender o interesse do paciente".
in boasnoticias.pt 16-01-2012

